terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Esponjas de limpeza

 

Existe todo um debate sobre o uso de esponjas de limpeza sintéticas, normalmente poliuretano, assim como de buchas para limpeza feitas de poliéster e as esponjas conformadas e buchas “brutas” feitas de bucha vegetal, normalmente da parte fibrosa da polpa do fruto das plantas Luffa aegyptiaca; Luffa cyllindrica.




Concordamos que o uso crescente das buchas de materiais ambientalmente corretos e necessariamente biodegradáveis deve ser incentivado, mas a questão limpeza desse material permanecerá um problema. 


Originalmente na página “Descontamine sua esponja de cozinha - equipe eCycle - 

www.ecycle.com.br “ havia técnicas de descontaminação que reproduziremos abaixo, acrescentaremos algumas observações e adiante divulgaremos criticismos das técnicas.

 

Use uma das três técnicas para prolongar a vida útil do objeto e evitar contaminações


A esponja de cozinha, utilizada principalmente para lavar louças, está em contato direto com os germes e bactérias contidos na pia. No momento em que a pessoa pega a esponja para lavar, é contaminada pelos milhares de microorganismos contidos nela. Como o uso é frequente, essas bactérias se espalham pelo corpo sem que possamos perceber, o que pode deixar o organismo mais suscetível à contração de doenças.


Observação: Estudo da Faculdade DeVry Metrocamp apontou que esponja de lavar louça pode conter 680 milhões de fungos e bactérias em apenas 15 dias de uso. - revistacasaejardim.globo.com - www.condor.ind.br  



As esponjas sintéticas tradicionais, de espuma, na verdade são compostas por plástico poliuretano, material baseado em petróleo e outros componentes químicos sintéticos e de difícil reciclagem, o que faz com que sua substituição por buchas vegetais seja uma boa iniciativa, porque além de da maior durabilidade, sua matéria-prima é natural e totalmente biodegradável.


Normalmente, independentemente do tipo de esponja que você tenha, é necessário efetuar a troca em uma ou duas semanas, dependendo da frequência de uso. Com as técnicas que lhe apresentaremos abaixo, a vida útil se prolonga um pouco mais. Sendo bucha vegetal ou esponja sintética, é recomendável efetuar a descontaminação a cada dois ou três dias. 


Observação: As esponjas e buchas sintéticas, por seus materiais, não pode sustentar as bactérias, e quem faz isso são os materiais orgânicos, normalmente alimentos, retidos nas suas porosidades. Eliminar esses materiais o máximo possível é fundamental. Por esse motivo, o uso de papel, como toalhas de papel ou simples folhas de algum papel totalmente dispensável para remover volumes maiores de restos de alimentos nas louças e talheres e quaisquer utensílios ou equipamentos de cozinha é fundamental, inclusive para economia de água, detergentes e facilitação da limpeza.


Vamos aos métodos:


Limpeza diária


Após utilizar a esponja, remova qualquer resto de comida que ficou presa. Além de alimento, as bactérias adoram a umidade. Não dê essa chance a elas e torça, na medida do possível, torça / esprema a esponja para que grande parte da água seja dispensada. Em seguida, deixe-a secando.


Sabe aquela tábua de madeira que você usa para cortar a carne? Evite limpá-la com a esponja, principalmente se a carne cortada estava crua. Isso aumenta as possibilidades de contaminação e para higienizar a tábua, você pode ver aqui como fazê-lo de maneira mais sustentável.



Método do microondas


Agora, se você realmente não quer bactérias na sua esponja, utilize o método do microondas, que só é possível em esponjas que não contêm partes metálicas.


Molhe toda a sua esponja e não deixe que ela seque, só tome cuidado com as esponjas feitas de plástico, que podem derreter no microondas. Para evitar problemas, coloque uma toalha de papel debaixo da esponja. Em seguida, leve-a ao microondas por período de um a dois minutos. Segundo estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), grande parte das bactérias vivas são exterminadas com mais facilidade com esse método do que com outros tipos de técnicas. Feito esse processo, retire a esponja e deixe-a esfriando em um local seco e arejado antes de usá-la. Não esprema a esponja antes de resfriá-la para não causar queimaduras.


Crítica desse método:


“A técnica do micro-ondas consiste em molhar a esponja de lavar louça de poliuretano, colocá-la em um prato e levá-la ao micro-ondas por dois minutos. Esse método foi testado por pesquisa da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, e se popularizou, a ponto de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos recomendar a prática. No entanto, pesquisadores alemães publicaram estudo na revista Scientific Report mostrando que ferver ou colocar a esponja no micro-ondas não diminui o número de agentes patogênicos, que podem causar doenças infecciosas - e o mais preocupante: é justamente o contrário!


O aumento de micro-organismos ocorre porque os patógenos são mais resistentes a esse tipo de limpeza. As bactérias "mais fracas" morrem com as altas temperaturas e as resistentes e mais perigosas colonizam rapidamente toda a esponja. A solução, portanto, estaria em trocar a esponja regularmente a cada semana.


"De uma perspectiva de longo prazo, os métodos de saneamento de esponja parecem não suficientes para efetivamente reduzir a carga bacteriana em esponjas de lavar louça e podem até aumentar a proporção de bactérias relacionadas com RG2 (grupo de risco 2). Em vez disso, sugerimos uma substituição regular (e facilmente acessível) da esponja de lavar louça, por exemplo, semanalmente", concluem os autores do estudo Massimiliano Cardinale, Dominik Kaiser, Tillmann Lueders, Sylvia Schnell e Markus Egert, de diferentes universidades e institutos de pesquisa da Alemanha.” 

― Esponja de lavar louça acumula bactérias e fungos. Entenda - www.ecycle.com.br 



Lava-louças


Existe ainda o método para quem tem uma máquina lava-louças. Coloque a esponja dentro do aparelho para a próxima lavagem e secagem e deixe-a até o final do ciclo. Depois de terminada a lavagem, a esponja estará praticamente sem bactérias. Mas não faça esse processo apenas com a finalidade de lavar a esponja na lava-louças, senão haverá muito desperdício de água e energia. Busque sempre utilizar sua máquina com a capacidade máxima indicada pelo fabricante, assim otimizará o uso de água, sabão e energia, reservando um espaço  para a esponja. 


Com a esponja (preferencialmente vegetal) descontaminada, é só lavar louça sem se preocupar, desde que você torne essas técnicas parte do seu dia-a-dia. 


Acrescentamos:

É indicado desinfetar as esponjas tradicionais uma vez ao dia. 




Método 1. Lave a esponja, embrulhe em um papel toalha, coloque em um pires e leve ao microondas por cerca de um a dois minutos.


Método 2. Lave a esponja e a deixe submersa em um recipiente com água fervendo por três minutos.


Método 3. Deixe a esponja por 10 a 15 minutos em um recipiente com solução de duas colheres de sopa de água sanitária com 1 litro de água. (Dado o volume da esponja típica, pode-se usar meio litro de água e 1 colher de sopa, uns 15 mL, de água sanitária, usando-se um recipiente que seja de tamanho adequado para o banho completo da esponja.)


Referências


5 dicas para manter a bucha da cozinha limpa - revistacasaejardim.globo.com 


Saiba como manter a esponja da cozinha limpa em 5 passos - www.condor.ind.br  

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Slime

 

O hoje popular slime já foi vendido como brinquedo no brasil com o nome de “Geleca”, chegando ao ponto de hoje ser praticamente um sinônimo da formulação que é um brinquedo (algo similar e inclusive com o termo constando de dicionários foi o brinquedo “Autorama”.



A “Geleca” original. (Foto - Pinterest)



Como fazer


Encontram-se diversas formulações na internet, mas deve-se ter suspeitas de realmente serem eficientes em obter o resultado desejado e quanto à aspectos de segurança e detalhes de formulação.


Destacaremos aqui duas formulações:


Slime com bórax (borato de sódio) 

[Ver Advertências abaixo]


Ingredientes


1 xícara de cola branca (a cola para papel comum) (aproximadamente 240 mL)

1 xícara de espuma de barbear

1 colher (sobremesa) de bórax líquido (água boricada) (aproximadamente 10 mL)

1 colher (sobremesa) de hidratante corporal

Corante comestível (cor opcional)

Glitter, “estrelinha”, “lantejoula” etc (opcional para decorar)


Equipamentos


1 espátula

1 bowl (tigela) grande

Potinhos para guardar o slime pronto


Slime sem Bórax


Ingredientes


Massa de EVA

Bolinhas (“pérolas”)

Espuma de Barbear

Glitter

Corante

Água Boricada

Cola Branca

Creme Hidratante

Sabonete Líquido

Talco

Modo de Preparo 


Em um recipiente, misturar a cola com a espuma de barbear. Depois, acrescentar o hidratante, o corante e o bórax. Misturar bem. Sabe-se que está pronta quando desgrudar do recipiente. 


Até pegar o ponto, vá pingando mais bórax, até desgrudar do recipiente.


Cuidado com o bórax, ele pode endurecer, se for acrescentado em demasia. Mantenha a mistura constantemente. Quando desgrudar, pode continuar misturando com a mão, “amassando”.

Quando começar a desgrudar da mão, tem-se o slime. A partir desse ponto pode-se acrescentar os aditivos “decorativos”, como o glitter.


Dicas


Se o slime endurecer demasiadamente, adicione loção hidratante aos poucos, até ela ficar no ponto que você desejar.

Cuidados


Deixe o slime guardado em potes, assim que acabar de mexer. Guarde em local a temperatura ambiente.


Durabilidade


O slime endurece com o tempo. Pode-se acrescentar o hidratante para a massa voltar a ficar elástica.


Vídeo confiável da técnica de preparo: gshow.globo.com 


Advertências

Slime com bórax pode provocar queimaduras e intoxicação; entenda riscos da ingestão e do contato


Composto químico é tóxico se ingerido ou absorvido pela pele. Bórax contém ácido bórico, substância que também está contida em outros ingredientes usados para fazer slimes.


Patrícia Figueiredo, G1 - 23/05/2019. - g1.globo.com 


Destacamos:

“O bórax é um dos ingredientes usados, mas ele tem ácido bórico em sua composição e pode causar inchaço, vermelhidão e queimaduras no contato com a pele.


Se ingerido ou inalado em grandes quantidades, o bórax pode provocar ainda dor abdominal, náuseas, vômito e até hemorragia no sistema digestivo. O contato constante com as mãos pode levar a dermatites e desgaste das digitais, com potencial de provocar lesões.


A água boricada, que pode ser usada no lugar do bórax para dar consistência gelatinosa à massa, também contém ácido bórico, mas em concentração mais baixa e é considerada a opção mais segura por pediatras.


A toxicidade do bórax no slime pode aumentar se o produto for combinado com outras substâncias químicas, como as presentes em corantes, amaciantes e cremes de barbear - ingredientes que também são usados em algumas receitas de slime.”


Um panorama técnico desse brinquedo

Da trivial Wikipédia: 

en.wikipedia.org - Flubber (material) em fusão com pt.wikipedia.org - Geleca 


O slime, “geleca”, “Flubber” (nome oriundo do filme The Absent-Minded Professor, no Brasil “O Fantástico Super-Homem”, 1961, refilmado em 1997 como Flubber, no Brasil “Flubber - Uma Invenção Desmiolada”), Glorp ou Glurch são nomes comuns que se referem a um polímero emborrachado formado pela ligação cruzada de álcool polivinílico (PVA) com um composto de boro que é comercializado e produzido como um brinquedo em forma de massa gelatinosa. [ELTON] [Medeiros]  O produto apresenta-se como uma massa colorida que possui uma textura maleável, e que pode ser modelada em vários formatos como se fosse uma geleia amolecida nas mãos. [VAICOMTUDO]  O slime pode ser feito combinando adesivos à base de acetato de polivinila, como Elmer's Glue, com bicarbonato de sódio, bórax e (opcionalmente) creme de barbear como um experimento de educação científica elementar. [1]



A mistura (polímero) slime com corante alimentar 

verde adicionado. O polímero é normalmente incolor.

(Foto - Wikipedia)


Reação e composição


O processo de gelificação envolve a formação de um éster borato que reticula – um polímero formado pela reticulação – as cadeias do álcool polivinílico (PVA). [1] [2] Ésteres de borato se formam prontamente por condensação de grupos hidroxila e os grupos B-OH. [3]  Em experimentos escolares, pode ser produzida a partir de colas feitas de acetato de polivinila (PVAc) e bórax. 

 

 


Estrutura para éster de borato que compreende reticulação em "slime".



Propriedades


O slime é um fluido não-newtoniano que flui sob baixa tensão, mas quebra sob altas tensões e pressões. Esta combinação de propriedades fluidas e sólidas torna-o um sólido de Maxwell. Seu comportamento também pode ser descrito como viscoplástico ou gelatinoso.


Referências


Medeiros, Gisele Alves (2011). «Experimento 5 - Modificação estrutural de um polímero (Síntese da geleca)» (PDF). p. 55. Consultado em 8 de setembro de 2014


ELTON - Polímero de entretenimento: uma macromolécula biodegradável - www.unisalesiano.edu.br 


VAICOMTUDO - «Como fazer geleca caseira: Receita simples passo a passo». Vai Com Tudo. 28 de agosto de 2013. 


1.Parratore, Phil. Wacky Science: A Cookbook for Elementary Teachers. Dubuque, Iowa: Kendall Hunt. p. 26. ISBN 0-7872-2741-2.

2.Cassassa, E. Z.; A. M. Sarquis; C. H. Van Dyke (January 1986). "The Gelation of Polyvinyl Alcohol with Borax". Journal of Chemical Education. 63 (1): 57. doi:10.1021/ed063p57.

3.Katoa, Y.; K. Suwaa; S. Yokoyamab; T. Yabeb; H. Ikutaa; Y. Uchimotoa; M. Wakihara (December 2002). "Thermally stable solid polymer electrolyte containing borate ester groups for lithium secondary battery". Solid State Ionics. 152–153: 155–159. doi:10.1016/s0167-2738(02)00370-3.

 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Mofo


Esclarecimento:


Foi publicado há alguns anos na Scientific American um artigo sobre a natureza das informações na era digital / internet e sua “volatilidade”, e que a única esperança para enfrentar-se esse problema é a permanente reprodutibilidade / duplicação. 


A origem dessa anotação perdeu-se (Posted: 23 Jan 2012 03:22 AM PST), lamento, mas uma cópia dela está em jlajes.blogspot.com (4 de março de 2014), de Adomilson Costa, que deve receber os créditos.

Na reedição abaixo, acrescentaremos algumas observações


Combater mofo e evitar o mau cheiro na casa



Inoportuno, o mofo entra na sua casa sem pedir licença  e vai invadindo o seu guarda-roupa deixando-os esbranquiçados, as paredes com a pintura manchada, roupas com mau cheiro até se tornar um “mal feitor” na sua casa. O mofo, popularmente chamado de bolor, é um tipo de fungo que causa destruição e mau cheiro em casas, além de serem os responsáveis pelo desenvolvimento de diversas doenças respiratórias. [Nota Fungos] 


A disseminação do mofo acontece porque os donos das residências deixam as janelas fechadas para que a chuva não entre e, com o forte calor, criam o ambiente perfeito: abafado, úmido e pouco ventilado. A forma mais inteligente de se evitar a disseminação do bolor é abrir as janelas das casas de vocês. Desta forma, vocês acabam garantindo a troca de ar do ambiente e insolação para retirar a umidade. Se esta dica não é viável no seu dia-a-dia, anote as seguintes dicas caseiras para acabar com o mofo.

Combater mofo e evitar o mau cheiro na casa


Mofo no guarda-roupa


Coloque um litro de vinagre fervido dentro de um vaso e deixe no guarda-roupa por três horas.

Misture água sanitária e água [Nota Água San.] e passe nos locais do guarda-roupa que estão manchados.

Deixe as gavetas e portas do guarda-roupa abertas para circular o ar.

Para evitar a umidade, coloque um pedaço de giz nas gavetas.


Alerta: A água sanitária não deve ser misturada com produtos contendo amônia (amoníaco). [Nota Amoníaco]


Mofo nas paredes


Cuide sempre das infiltrações que aparecerem nas paredes de sua casa, pois são elas que originam o mofo.

Misture água sanitária e água [Nota Água San.] e passe nos locais da parede que estão manchados.

Mantenha uma distância entre os móveis e a parede.


Observação. Também são recomendados o uso de água oxigenada (“10 volumes”) e a mistura de vinagre com álcool a 1 para 1 em volume. – www.dicasdemulher.com.br 


Alerta: A água sanitária não deve ser misturada com água oxigenada. [Nota Amoníaco]


Mofo nas roupas


Nunca guarde suas roupas em bolsas plásticas.

No caso de mofo em roupa branca, deixe no molho em água sanitária.

Para remover o mofo de roupa colorida, passe na peça suco de limão.

Para retirar o mofo de seda, lave a roupa com leite e enxague com água.



Notas


Água Sanitária


Como tirar mofo com água sanitária diluída em água: 

  • Misture, em um borrifador, a água sanitária e a água em uma proporção de 1 pra 1;

  • Borrife no local da mancha de mofo;

  • Esfregue com a parte mais grossa de uma bucha comum.

Como tirar mofo da parede: 5 maneiras práticas e infalíveis - www.dicasdemulher.com.br 


Recomendamos consultar sempre: Água sanitária - Quando usar, Cuidados  


Amoníaco
e água sanitária ou água oxigenada, os perigos
 

“A água sanitária não deve ser misturada a outros produtos, em especial àqueles com amoníaco. A mistura, que pode explodir e causar queimaduras graves, exala gases muito tóxicos que provocam sérios danos à saúde.” - www1.folha.uol.com.br 

 

A água sanitária e diversas composições de alvejantes de uso doméstico contém hipoclorito de sódio como componente principal, o qual libera cloro, e jamais devemos misturar “cloro com amônia na hora da limpeza, pois, juntos, esses produtos formam a cloramina, uma substância tóxica e difícil de ser removida. Vale ressaltar que boa parte dos detergentes, amaciantes, desinfetantes, ceras para polimentos e limpadores de janela possuem amônia em sua composição.”   

 

“A mistura de água sanitária com água oxigenada também não é nada recomendável, especialmente porque essa combinação forma uma substância altamente reativa, que pode provocar intoxicação nas pessoas e nos pets que moram na casa.”  

 

7 misturas de produtos de limpeza que não devem ser feitas - blog.tendtudo.com.br    

 

Fungos


“O mofo pode causar principalmente as alergias respiratórias, rinites, asma, sinusites, e também pode provocar doenças mais graves, como sinusites fúngicas, que é provocada pelo próprio mofo. Pode levar a pneumonias fúngicas que é um quadro bem mais grave, ela é de difícil diagnóstico e o tratamento é meio complicado. Todas as doenças respiratórias são aumentadas quando você tem uma proliferação maior do mofo.” ― Fungos aumentam no frio e podem causar doenças respiratórias – www.blog.saude.gov

 

Devemos destacar a Aspergilose:  

 

“Doença mais comumente causada pelo fungo Aspergillus fumigatus, que é encontrado em qualquer lugar: na vegetação, no solo, na água, em materiais orgânicos em decomposição, em dutos de aparelhos de ar condicionado ou calefação, ambiente hospitalar e na poeira do ar. O fungo prolifera em ambientes úmidos, inclusive dentro de casa, em ralos de banheiros e cozinhas; terra do quintal e em depósitos. Ele facilmente se instala no pulmão onde pode colonizar cavitações e formar bolas de fungos, semelhantes a um tumor (aspergiloma).” 

 

LISEANE MOROSINI - AVANÇO DOS FUNGOS - radis.ensp.fiocruz.br  

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Água sanitária - Quando usar, Cuidados


Esclarecimento:


Foi publicado há alguns anos na Scientific American um artigo sobre a natureza das informações na era digital / internet e sua “volatilidade”, e que a única esperança para enfrentar-se esse problema é a permanente reprodutibilidade / duplicação. 


Originalmente em: feedproxy.google.com em 18/07/2013



Bastante utilizada pelas donas de casa, a água sanitária é um dos melhores produtos para limpar a casa. Além de eliminar as bactérias, possui uma potente ação alvejante e eliminam os odores desagradáveis. No entanto, por ser um produto tóxico, que entre outras substâncias também possui soda cáustica em sua composição, a água sanitária também é altamente corrosiva e pode representar um perigo dentro de casa.


Para aproveitar os benefícios do uso do produto eliminando os riscos, o ideal é usá-la bastante diluída em água. Para higienizar, remover manchas e incrustações de vasos sanitários, ralos, pisos e azulejos, pode-se utilizar a medida de um copo americano (aproximadamente 190 mL quando cheio) de água sanitária pura, mas enxágue bem depois de dez minutos.  Para lavar espaços amplos como o quintal, utilize a medida de um copo americano diluída em dez litros de água.


Para desinfectar pias, adicione metade de uma medida de um copo americano em cinco litros de água, deixe a água sanitária agir por uma hora e enxágue bem depois. Para lavar frutas e verduras, utilize apenas uma colher de sopa do produto (aproximadamente 15 mL), diluída em um litro de água filtrada. Depois de lavar bem os alimentos, deixe-os na solução por dez minutos e em seguida lave-os novamente, mas dessa vez com água filtrada.


Apesar de estar usando-a diluída, é preciso ter cuidado ainda no manuseio da água sanitária. O ideal é usar luvas, uma vez que o produto pode causar algum tipo de alergia, além de vermelhidão e queimaduras. Além da pele, é preciso ter cuidado para o produto não atingir os olhos, caso ocorra esse tipo de acidente, lave-os bem em água corrente por quinze minutos. Vale ressaltar que a água sanitária, já possui os ativos necessários para a remoção de manchas e higienização, caso não produza o efeito desejado, deve-se buscar outro produto e nenhuma hipótese usá-la de forma combinada. 


Extra


A água sanitária é uma solução comercial da substância hipoclorito de sódio, normalmente, na concentração de 2 a 2,5% em massa por volume de água, e nas soluções de hipoclorito de sódio de aplicações mais profissionais, de concentração do sal em torno de 12%, o que leva, quando dentro das condições adequadas e tempo de prateleira recomendado, a ter em torno de 2,5% de cloro ativo.

Diversas informações úteis sobre hipoclorito de sódio podem ser obtidas já na trivial Wikipédia em português, e o artigo está com qualidade relativamente boa:


pt.wikipedia.org - Hipoclorito de sódio 


PERGUNTAS E RESPOSTAS ÁGUA SANITÁRIA - cfq.org.br


Nos nossos arquivos: CFQ - Cartinha agua sanitaria